notícia 25 - 10-03

Com o apoio da OTCA, o Ministério de Saúde do Peru promove o 2° Encontro de Agentes Comunitários de Saúde da Amazônia

Agentes comunitários de saúde da região amazônica de Bolívia, Colômbia, Ecuador e Suriname participaram do 2° Encontro de Agentes Comunitários de Saúde da Amazônia: “Nossa saúde, nosso território”, na cidade de Puerto Maldonado, região Madre de Dios, no Peru.  Este evento que acontece até hoje, conta com o apoio da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA) através do projeto Biomaz (OTCA-GIZ).

O objetivo do encontro foi criar diálogos e trocar conhecimentos para desenvolver o trabalho destes agentes e garantir uma ação constante contra as doenças que atingem os povos indígenas na região amazônica, como a vacinação contra a Covid-19.

Com a participação de mais de 50 agentes de saúde, este segundo encontro foi organizado e coordenado pelas seguintes instituições: Ministério da Saúde do Peru, Ministério da Cultura, Universidade Nacional Amazônica de Madre de Dios (UNAMAD) e pela Federação Nativa do Rio Madre de Dios e Afluentes (FENAMAD).

O encontro foi inaugurado pelo diretor de Povos Indígenas ou Nativos, do Ministério da Saúde do Peru, Julio Mendigure. Ele agradeceu a presença de todos e destacou a importância do papel dos agentes comunitários de saúde durante a pandemia: “Os povos indígenas lutaram contra a pandemia e os agentes comunitários foram fundamentais para salvar milhares de vidas porque eram os ouvidos e os olhos das comunidades.” Ainda completou: “Que a saúde dos povos indígenas esteja presente em nossas conversas.”

Já a líder indígena da FENAMAD, Ruth Vanessa Racua afirmou que este momento é ideal para ter essa troca de experiências e conhecimentos porque a saúde vem em primeiro lugar: “Convido as autoridades das instituições e aliados a continuar fortalecendo nossos agentes comunitários de saúde na luta contra esta doença que ainda está levando a vida de muitos irmãos e irmãs indígenas.”

14 - 04 - 2022-05

Povos indígenas compartilham saberes e vivências para auxiliar análise sobre a biodiversidade e os serviços ecossistêmicos na Amazônia

OTCA reuniu representantes indígenas, especialistas e tomadores de decisão para trabalhar a inclusão de conhecimento tradicional na Avaliação Rápida da Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos na Amazônia, que está elaborando.

Representantes de povos indígenas expuseram as suas experiências sobre as ameaças e as oportunidades vivenciadas em seu dia a dia para colaborar com a Avaliação Rápida da Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos na Amazônia, em elaboração pela Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), com o apoio técnico do Instituto de Pesquisa de Recursos Biológicos Alexander von Humboldt, da Colômbia. Com o objetivo de fomentar um instrumento que incorpore o conhecimento tradicional em capítulos da Avaliação, o encontro internacional “Conhecimentos indígenas para o manejo adequado da diversidade biológica e da qualidade de vida na Região Amazônica”, realizado em Santa Cruz de la Sierra (Bolívia), entre os dias 04 e 06 de abril, proporcionou um diálogo e uma “escuta ativa” para aumentar a compreensão sobre a realidade dos povos tradicionais da Região Amazônica por parte de especialistas em diversidade biológica, autores da avaliação, tomadores de decisão e conhecedores e possuidores de conhecimento tradicional.

“Somos pessoas de diversas áreas, como cientistas, detentores de saberes indígenas, especialistas, funcionários públicos, decisores políticos, entre outros, mas algo une a todos nós: a responsabilidade pela nossa casa comum que é a mãe terra e a urgência do trabalho em ações concretas para conservá-la e tentar fazer um uso mais inteligente e respeitoso dela. Neste caso, em particular, estamos falando da Região Amazônica”, discursou a secretária-geral da OTCA, Alexandra Moreira, durante a abertura do encontro.

Nos três dias do evento, diálogos realizados entre os diferentes participantes permitiram a coleta de informações sobre o conhecimento dos povos indígenas, a relação natureza-sociedade e o marco regulatório para a governança na Amazônia, que devem subsidiar, em especial, o Capítulo 4 (Povos indígenas e saberes tradicionais) da Avaliação. Especialistas responsáveis pelo estudo, incluindo autores, coordenadores de capítulo e co-presidentes, consultaram os participantes sobre quais informações referentes ao conhecimento tradicional a Avaliação deve conter e quais mensagens aos tomadores de decisão devem ser incluídas no estudo.

“O balanço final foi bem positivo”, avaliou o co-presidente da Avaliação Rápida da Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos na Amazônia, Alfredo Portilla, para quem o encontro aprofundou o conhecimento sobre o estado de parte da situação da Amazônia em relação ao manejo da biodiversidade e de seus ecossistemas. “Ao reunir os povos indígenas e os autores da Avaliação, o encontro colocou novas luzes às investigações. Nele as autoridades dos povos indígenas manifestaram suas preocupações e seus interesses para as organizações envolvidas, que devem trabalhar de maneira conjunta os pontos comuns”, afirmou Portilla, que também atua como titular do Tribunal de Solução de Controvérsias Ambientais do Ministério do Meio Ambiente do Peru.

Como resultado do encontro, Portilla também destacou a maior compreensão dos especialistas sobre a experiência dos povos indígenas no manejo dos recursos naturais em seus territórios. “Foram apresentados estudos de caso de manejos e usos da biodiversidade que estão acontecendo com a participação direta dos povos em parceria com governos locais, incluindo algumas ações com o setor privado. Isto é algo que, definitivamente, vai realçar o papel dos povos na gestão integral da Bacia Amazônica e dos seus ecossistemas”, disse o co-presidente.

Por parte dos povos indígenas participantes, o balanço pós-evento também foi de missão cumprida. A representante da etnia Yanesha (Peru), Teresita Antazú Lopéz, afirmou: “Para mim, foi de muita aprendizagem, principalmente, porque se trata de coisas sobre nós. Como viemos das comunidades, sabemos dos problemas que temos e o que estamos enfrentando. É importante que escutem as nossas vozes, nos observem mais de perto e pensem sobre nós, já que querem ter mais dados dos povos e dos territórios. Esperamos que esses dados sirvam para apoiar e para ajudar de alguma maneira os países”.

Saberes tradicionais – Atores-chave do encontro, os detentores de conhecimento tradicional foram designados pelo Fundo para o Desenvolvimento dos Povos Indígenas da América Latina e do Caribe (FILAC) e pela Coordenadoria das Organizações Indígenas da Bacia Amazônica (COICA), co-realizadores do evento, que reuniram representantes de nove etnias, presentes em sete países amazônicos. Durante a atividade, os povos participantes organizaram mesas de conversa para apresentar e compartilhar suas vivências sobre o estado da biodiversidade e o seu papel na preservação do meio ambiente, além de avaliar a efetividade na aplicação de mecanismos estatais de proteção de territórios e saberes tradicionais.

“Acredito que foram vários os resultados importantes do encontro. Primeiro, nosso acompanhamento em três dias de trabalho, junto com os especialistas que estão ajudando a redigir os diferentes capítulos de Avaliação. Depois, a troca de experiências e pontos de vista que vão trazer novas propostas que devem ser amplamente socializadas, principalmente no que se refere ao processo de negociação do grande marco global de biodiversidade pós-2020”, disse o secretário-técnico do FILAC, Gabriel Muyuy Jacanamejoy, afirmando que os povos indígenas esperam “poder continuar firmes neste propósito para alcançarmos ações de maior impacto para a garantia dos direitos dos indígenas, em especial na Bacia Amazônica, que é uma região bastante complexa, com muitas dificuldades, mas também com muita riqueza e muito potencial”.

O coordenador geral da COICA, José Gregorio Díaz Mirabal, também considerou o evento um espaço necessário para aprimorar o diálogo e a articulação entre governos e povos indígenas amazônicos, o que não acontecia de forma presencial há muito tempo. “Validar a relação entre a ciência acadêmica e a sabedoria dos povos indígenas amazônicos em um marco respeitoso para que façam parte de um documento específico da Amazônia e da América do Sul foi outro resultado positivo do encontro. Acredito que demos um novo passo para iniciar a implementação de um plano de trabalho sobre questões de biodiversidade amazônica e povos indígenas”, afirmou Mirabal, citando que o evento também foi importante para que a COICA assuma um novo espaço político, no curto ou médio prazo, junto às negociações no âmbito da OTCA.

Durante o evento, também foi apresentada a Plataforma Regional dos Povos Indígenas da Amazônia. Um novo projeto da OTCA, com o apoio da Euroclima+, que objetiva melhorar a compreensão dos tomadores de decisão sobre o papel efetivo dos conhecimentos e práticas tradicionais em relação às alterações climáticas. A plataforma espera ser um espaço para reforçar o diálogo de saberes de diferentes sistemas de conhecimento, para que possam ser considerados na concepção de políticas públicas, CNDs (Contribuição Nacionalmente Determinada), atividades e projetos relacionados com a mitigação e adaptação às alterações climáticas.

“Nós, indígenas, estamos certos de que somos os verdadeiros atores e precisamos estar incluídos sempre. Como organização, como povo e como comunidade trouxemos um conhecimento para expressar aqui. A coordenação do evento foi magnifica, esperamos que esta não seja a primeira, nem a última vez, pois é muito bonito que nos tenham incluído em todas estas classes de trabalho, assim podemos alimentar mais o documento e seu objetivo”, afirmou a representante do povo indígena Chiquitano (Bolívia), Bernice Serataya, ressaltando que “é muito bom que todos escutem das próprias pessoas que vivem nos territórios”.

Amazônia em análise – A Avaliação Rápida da Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos na Amazônia é um dos componentes do Programa Regional de Diversidade Biológica para a Bacia/Região Amazônica da OTCA. Utilizando a metodologia da Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IPBES), a análise pretende identificar tendências e causas da perda de diversidade biológica e da deterioração dos benefícios dos serviços ambientais prestados pela Amazônia. O objetivo é melhorar a tomada de decisão e orientar de forma mais efetiva, com base em dados científicos, o desenvolvimento de políticas públicas, estratégias, planos, programas e projetos sobre diversidade biológica nos países amazônicos.

A incorporação do conhecimento tradicional é uma forma dos resultados da Avaliação serem mais abrangentes, garantindo representatividade aos povos indígenas. “Muitos dos processos de avaliação, mesmo sendo feitos por consultores e especialistas de todo tipo, acabam mostrando somente uma parte da realidade. Os povos originários trazem diferentes visões. Essa representação gera informações que fortalecem o documento. São elementos fortes, que talvez possam fazer alguma diferença. Para mim, poder conhecer outros tipos de nações e entender outras formas de encarar os problemas é extremamente enriquecedor”, afirmou o diretor executivo do Museu Nacional de História Natural da Bolívia, Hugo Aranibar Rojas, um dos tomadores de decisão presentes ao encontro.

O resultado da Avaliação será um relatório de qualidade e alto nível de conhecimento, que proporcione aos governos, ao setor privado e à sociedade civil uma avaliação atualizada, independente e confiável, do ponto de vista de especialistas, cientistas e detentores do conhecimento tradicional. “Eu recentemente soube da OTCA. Para mim é algo novo, mas se pode ver que há anos estão trabalhando. Eu penso que se há algo bom dessas instituições para as comunidades, então é importante que essas comunidades sintam que realmente as organizações estão trabalhando por elas. E que vocês consigam tirar algo daqui. E que saia um bom produto disso. E que depois compartilhem conosco”, disse a representante da etnia Yanesha (Peru), Teresita Antazú Lopéz.

Para a secretária-geral da OTCA, embora tenha havido um aumento significativo da compreensão da biodiversidade e dos ecossistemas e sua importância para a qualidade de vida de todas as pessoas, a Avaliação poderá melhorar o entendimento sobre quais políticas, práticas, tecnologias e comportamentos podem trazer mais benefícios para a conservação e uso sustentável da diversidade biológica analisando as diferentes informações, entre elas, a procura de respostas para os vazios de informação identificados pelos diferentes relatórios feitos, e para o alcance de muitos dos compromissos internacionais, como os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), as Metas de Aichi para a Diversidade Biológica e o Acordo de Paris sobre mudanças climáticas. “A Avaliação é crucial porque há um corpo de evidências que nos diz que aumentaram as múltiplas ameaças à diversidade biológica. Os mais recentes relatórios apontam, por exemplo, que o uso sustentável da natureza é essencial para se adaptar às perigosas interferências antrópicas no sistema climático, bem como para alcançar muitos de nossos objetivos de desenvolvimento mais importantes. No entanto, a diversidade biológica ainda está sendo perdida, os ecossistemas continuam sendo degradados e muitas das contribuições da natureza para as pessoas estão em risco”, finaliza ela.

Com realização do projeto OTCA BIOMAZ, em parceria com o FILAC e a COICA, o encontro internacional “Conhecimentos indígenas para o manejo adequado da diversidade biológica e da qualidade de vida na Região Amazônica” contou com o apoio da Agencia Española de Cooperación Internacional para el Desarrollo (AECID) e do Ministério Federal da Cooperação Econômica e do Desenvolvimento (BMZ) da Alemanha, por meio da Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH.

 

notícia 10 - 02-02

OTCA apresenta versão final do Documento de Escopo para a Avaliação Rápida da Diversidade Biológica e Serviços Ecossistêmicos na Região Amazônica

Já está disponível para o público a versão final do Documento de Escopo da Avaliação Rápida da Diversidade Biológica e dos Serviços Ecossistêmicos na Região Amazônica. Este documento é o primeiro produto aprovado do trabalho conjunto da Secretaria Permanente da OTCA, dos Países Membros, incluindo um grupo de especialistas formados pelo Comitê Científico, Co-Presidentes, Coordenadores e Autores de Capítulos da Avaliação Rápida, além de revisores externos que atuaram, conforme cronograma:

  1. Desenvolvimento e aprovação da primeira versão pelos Países Membros da OTCA;
  2. Contribuições/comentários recebidos pelos autores da Avaliação e membros do Comitê Científico da Avaliação;
  3. Recebimento de comentários de especialistas externos; e
  4. Revisão dos comentários externos e aprovação do Documento de Definição do Âmbito pelos autores e membros do Comitê Científico da Avaliação.

Com a finalização destas etapas de inclusão de comentários, revisão e aprovação, o Documento de Escopo passa a orientar o trabalho dos autores e coordenadores da Avaliação Rápida, dando a tônica da abordagem aos especialistas na Região. O cronograma da avaliação aponta sua conclusão e publicação até o final de 2022.

Versão final do Documento de Escopo da Avaliação Rápida da Diversidade Biológica e dos Serviços Ecossistêmicos na Região Amazônica ⇒ CLIQUE AQUI

 

notícia 8-01

OTCA reúne cientistas e pesquisadores para discutir as lacunas de informação sobre o estado da biodiversidade na Amazônia

Com o objetivo de identificar lacunas de informação sobre o estado da biodiversidade e dos serviços ecossistêmicos na Região Amazônica e estabelecer um diálogo com os diferentes pesquisadores, a Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA) realizou o workshop Científico da Amazônia.

Esta reunião técnica, realizada em 24 de janeiro, reuniu mais de 100 pesquisadores, entre autores, coordenadores e representantes da Avaliação Regional das Américas da Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IPBES); das avaliações nacionais da Colômbia e do Brasil; do relatório do Painel Científico da Amazônia; e copresidentes, coordenadores, autores e membros do Comitê Científico da Avaliação Rápida da Diversidade Biológica e Serviços Ecossistêmicos na Região Amazônica da OTCA.

Durante o evento, os representantes das diferentes avaliações e coordenadores partilharam os principais resultados, bem como as experiências e lacunas identificadas no âmbito dessas iniciativas.

As informações obtidas servirão de subsídios para a Avaliação Rápida da Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos na Amazônia, desenvolvida no âmbito do Programa de Diversidade Biológica da Região Amazônica da OTCA. está iniciativa conta com o apoio do projeto de cooperação OTCA Biomaz e a assessoria do Instituto Humboldt da Colômbia.

Entre os resultados, destaca-se a identificação das principais lacunas de informação no contexto amazônico, tais como a organização das informações sobre a bioprospecção na região; o reconhecimento pelo valor agregado da Avaliação Rápida que a OTCA está desenvolvendo; e a identificação de mecanismos de intercâmbio de informação para que os autores da Avaliação Rápida da OTCA possam interatuar e trocar informações com as iniciativas já implementadas.

Essas conclusões contribuirão para o desenvolvimento da Avaliação Rápida da Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos na Amazônia, e também apoiarão o trabalho dos autores a fim de evitar a duplicação de esforços e conseguir o valor adicional desta iniciativa.

Atualmente, a OTCA coordena a Avaliação Rápida da Diversidade Biológica e Serviços Ecossistêmicos na Região Amazônica, desenvolvida por uma equipe de especialistas de diferentes disciplinas da região de forma independente e pessoal, utilizando o marco conceitual e metodológico da IPBES.

11 - 08 - 21-06

1ª Reunião de Autores da Avaliação do Estado da Diversidade Biológica e Serviços Ecossistêmicos da Amazônia

Em evento virtual, realizado nesta sexta-feira, 08 de outubro de 2021, a Secretaria Permanente da OTCA, coordenou a realização da 1ª Reunião de Autores da Avaliação do Estado da Diversidade Biológica e Serviços Ecossistêmicos da Amazônia. Esta avaliação é parte integral do Programa Regional de Diversidade Biológica da Região/Bacia Amazônica, aprovado em maio deste ano pelos Países Membros da OTCA.

Este primeiro encontro contou com importantes participações, como da Presidente da Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IPBES), Ana María Hernández, representantes das avaliações nacionais de Colômbia e Brasil, assim como de especialistas em diversas áreas do conhecimento, reconhecidos mundialmente por sua contribuição à biodiversidade. No total, 116 pessoas atenderam a reunião, incluindo autores, coordenadores de capítulo e copresidentes, selecionados para liderar a elaboração da Avaliação.  O apoio técnico foi dado pela Unidade Técnica da ACTO, Instituto Van Humboldt e GIZ.

A reunião teve a condução do Diretor Executivo da OTCA, Embaixador Carlos Lazary; e também contou com a participação da Secretaria Geral, Alexandra Moreira. Em sua intervenção, a Alexandra Moreira compartilhou sua visão sobre a importância dos dados científicos no contexto complexo atual em que se encontra a Região Amazônica. Destacou que esta avaliação contribuirá significativamente para a solução de problemas na região e conformará um marco a gestão regional da Amazônia.

A reunião teve um caráter informativo, e os recém selecionados autores da Avaliação puderam contar com o panorama geral do processo de avaliação. Também contaram com comentário de especialistas que participaram das avaliações nacionais de Colômbia e Brasil. Com o resultado dessa reunião, os autores têm todos os elementos iniciais para arrancar com a elaboração da Avaliação.

08 - 09 -2021-07

Programa Regional de Diversidade Biológica para a Região Amazônica é destacado no Congresso Mundial da Natureza da UICN

A Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA) participou, no dia 06 de setembro, do Congresso Mundial da Natureza da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), representada pela Secretária Geral, Alexandra Moreira.

Compondo o fórum da “Amazônia 2.0: conectados por nossas florestas”, Moreira destacou o Programa Regional de Diversidade Biológica para a Região Amazônica, assim como a realização do estudo de Avaliação Rápida do Estado da Diversidade Biológica e Serviços Ecossistêmicos, ressaltando a importância dos recursos naturais da Região Amazônica. A Secretária-Geral deu enfoque à Bacia Hidrográfica que abrange este ecossistema, sendo considerada a maior do mundo e contribuindo ao planeta com mais de 20% de água doce. Alexandra Moreira também fez menção aos 48 milhões de habitantes que estão na região, incluindo mais de 400 povos indígenas.

Devido a toda essa imensidade que abrange o ecossistema amazônico, em 1978, Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela firmam o Tratado de Cooperação Amazônica para trabalharem, conjuntamente, a favor do desenvolvimento harmônico e sustentável da região amazônica.  E para fortalecer as atividades dos países, surge a Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA) em 1998, a única entidade legal e governamentalmente estabelecida pelos Países Membros.

Moreira também recordou, durante sua fala, que o gerenciamento sustentável da diversidade biológica e das florestas é uma das diferentes temáticas que a OTCA trabalha. Somando-se a este fato, em maio deste ano, os oito Países Membros aprovaram, de maneira unânime, o primeiro Programa de Diversidade Biológica para a Bacia Amazônica. Isso demonstra a unificação de esforços e o trabalho técnico-cooperativo conjunto dos países, com uma visão holística do ecossistema.

Dentro do Programa concebeu-se a realização de um estudo muito importante de avaliação rápida da diversidade biológica e dos serviços ecossistêmicos para a Amazônia, estando de acordo com a metodologia da Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IPBES). Com um enfoque regional, concentrado na Amazônia, essa avaliação se torna histórica por ser uma das primeiras a existir, produzida por profissionais e intelectuais de conhecimento amazônico. Essa análise contribuirá com as atualizações do estado, além das ameaças, oportunidades e tendências de biodiversidade e dos serviços de funções ecossistêmicas.  Além disso, o estudo irá gerar recomendações para os tomadores de decisões para que possam orientar suas políticas nacionais e regionais para que sejam cumpridas as metas do Marco Global da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB). Todas essas informações estarão presentes no Observatório Regional Amazônico, a ser inaugurado em outubro.

A Secretária Geral finalizou seu discurso convocando as instituições multilaterais e agências de cooperação para se juntarem ao esforço regional amazônico da OTCA, em busca de ações de cooperação e concretas para uma gestão harmônica da diversidade biológica. “A urgência atual nos obriga a conseguir aumentos significativos de fluxos financeiros nos países em desenvolvimento. E sabemos, que por sua alta relevância ecossistêmica, a Amazônia se torna uma prioridade ainda maior”, finaliza Alexandra Moreira.

Congresso Mundial da Natureza

Organizado pela União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), reuniu  cerca de 1.400 organizações, associações da sociedade civil e povos indígenas, bem como líderes internacionais, de 3 a 11 de setembro em Marselha, França. O objetivo deste Congresso foi recuperar a unidade e o compromisso com a proteção da biodiversidade e discutir ações concretas para a conservação dos ecossistemas.

Assista a apresentação da Secretaria Geral, Alexandra Moreira, em Amazonia 2.0. Clique aqui

Programa Regional de Diversidade Biológica para a Região Amazônica Clique aqui (espanhol)

Avaliação Rápida do Estado da Diversidade Biológica e Serviços Ecossistêmicos (ING/ESP/POR) Clique aqui

 

Noticia 5

OTCA lança Programa Regional de Diversidade Biológica para a Bacia

O programa começará com uma avaliação científica da biodiversidade e dos serviços ecossistêmicos na região amazônica. Este estudo será realizado aplicando uma metodologia reconhecida mundialmente através da plataforma IPBES.

Em comemoração aos 43 anos do Tratado de Cooperação Amazônica (TCA), a Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA) lançou hoje, 1º de julho, o Programa Regional de Diversidade Biológica para a Bacia/Região Amazônica, iniciativa que é fruto de diálogo e busca de uma visão comum de cooperação entre os países membros da OTCA.

Lançado às vésperas do Dia Internacional da Diversidade Biológica em 2021, o programa será o marco norteador da cooperação regional para a conservação e o uso sustentável da biodiversidade amazônica. Além disso, baseia-se no desenvolvimento de instrumentos regionais que apoiem a coordenação e articulação regional de experiências nacionais, promovendo o desenvolvimento de serviços e produtos regionais, bem como o fortalecimento de ações nacionais de impacto e abrangência..

O programa foi construído de forma participativa ao longo de 2020 e nos primeiros meses deste ano e tem por objetivo melhorar a gestão da diversidade biológica e a proteção dos conhecimentos tradicionais dos povos indígenas, comunidades locais e demais comunidades tribais da Bacia, Amazônica, por meio de ações de colaboração e de cooperação de corto, médio e longo prazo que possibilitem o cumprimento dos objetivos da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), seus instrumentos de gestão e os objetivos e metas da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. A estrutura do programa conta com 5 objetivos específicos, 4 componentes com seus respectivos resultados esperados e 13 ações estratégicas.

A mesa de abertura do webinar de lançamento contou com a participação da Secretária-Geral da OTCA, Alexandra Moreira; do Diretor da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), Embaixador Ruy Carlos Pereira; do Diretor Executivo Adjunto da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), David Cooper; da Presidente da Plataforma Científico-normativa Intergovernamental sobre Diversidade Biológica e Serviços Ecossistêmicos (IPBES), Ana María Hernandez; da Diretora da Divisão de Recursos Naturais da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), Jeannette Sánchez Z.; do chefe de divisão do Ministério Federal de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (BMZ), Wolfram Morgenroth-Klein; do Diretor Executivo da OTCA, Embaixador Carlos Alfredo Lazary, representantes dos oito países amazônicos (Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela) e do público em geral.

A Secretária-Geral da OTCA, Alexandra Moreira, na abertura do webinars, disse que a diversidade biológica é um dos recursos naturais mais importantes e relevantes em nosso bioma e os oito países membros, por meio da OTCA, ratificam esse compromisso de trabalho conjunto ao aprovar o Programa Regional de Diversidade Biológica para a Região Amazônica.

“Este é um facto histórico e, pela primeira vez, existe uma visão comum para melhorar o trabalho e a gestão da diversidade biológica, incluindo a proteção dos conhecimentos tradicionais dos povos indígenas, comunidades locais e outras comunidades tribais”, informou Moreira.

A Secretária-Geral também disse que o programa, com uma abordagem integral, permite compreender o potencial da diversidade biológica como catalisador de oportunidades de desenvolvimento ambientalmente sustentável, focado na redução das desigualdades na região.

Moreira lembrou que IPBES descreveu na avaliação mundial, as tendências negativas alarmantes que enfrenta a diversidade biológica. “Nesse contexto, a implementação do programa será uma forma de colaborar para o enfrentamento desse problema”, argumentou.

Da mesma forma, o Diretor da ABC, Embaixador Ruy Carlos Pereira, destacou as negociações dos países membros da OTCA para fortalecer as ações regionais de conservação e uso sustentável dos elementos da diversidade biológica. “O tema abordado no programa é fundamental para uma visão comum da Amazônia. Tenho certeza de que o programa promoverá em todos os países membros da OTCA uma reflexão interconectada para mitigar os caminhos que estão sendo enfrentados em nossa região, já que muitos estudos serão realizados”, destacou.

Já o Diretor Executivo Adjunto da CDB, David Cooper, explicou que, sem dúvida, esta iniciativa contribui para a estrutura de conservação da convenção da CDB.

A presidente do IPBES, Ana María Hernandez, lembrou que a região amazônica possui uma riqueza inegável em biodiversidade e grande diversidade cultural. Ele também destacou a avaliação científica da biodiversidade e dos serviços ecossistêmicos da Amazônia que será realizada por especialistas e que dará o estado da Amazônia. Ele também explicou que quando perdemos biodiversidade, perdemos território, saúde, segurança alimentar; perdemos a oportunidade de uma economia mais sustentável para todos. “Os países amazônicos e a OTCA têm uma grande responsabilidade e podem ter um trabalho cooperativo e inclusivo”, acrescentou.

A Diretora da Divisão de Recursos Naturais da CEPAL, Jeannette Sánchez, em sua apresentação afirmou que a biodiversidade, as culturas e comunidades ancestrais e locais têm um papel na custódia da biodiversidade. “Está comprovado que os territórios indígenas conservam melhor e desmatam menos. Sabemos que é fundamental contar com essas populações e fortalecê-las para apoiar a conservação”, afirmou.

O chefe da Divisão MBZ, Wolfram Morgenroth-Klein, explicou que o governo alemão está investindo na cooperação para a conservação da biodiversidade e apoiando o fortalecimento das capacidades dos países. “Na Amazônia temos uma história de mais de 50 anos de cooperação técnica e financeira. A cooperação com a OTCA data de 2003 e agora apoiamos o programa Bioamazônia, que busca melhorar a capacidade dos países na conservação das espécies ameaçadas pelo comércio internacional”, assegurou.

No encerramento do webinar, o Diretor Executivo da OTCA, Carlos Lazary, lembrou o mandato do Tratado de Cooperação Amazônica. As premissas do TCA continuam muito vigentes e continuam sendo reiteradas em cada etapa dos processos. Ao lembrar dos 43 anos do TCA e 23 anos da OTCA é importante mencionar que a organização segue comprometida com sua missão e que está referenciada na agenda internacional para o desenvolvimento sustentável”.

Esta iniciativa regional é apoiada pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC) e pelo Projeto Biomaz da OTCA, uma aliança entre a OTCA e a Cooperação Alemã para o desenvolvimento sustentável, por meio da Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) e financiada pelo Ministério Federal de Cooperação Econômica e Desenvolvimento (BMZ).

Componentes do Programa: 

  1. Análise científica regional da situação, tendências e causas da perda de biodiversidade e deterioração dos benefícios dos ecossistemas/funções ambientais/serviços ambientais/contribuições da natureza para as pessoas, na Região Amazônica, bem como o progresso na restauração e sustentabilidade/usos sustentáveis da biodiversidade.
  2. Mecanismos e instrumentos regionais para apoiar a conservação, restauração, manejo florestal e uso sustentável dos componentes da biodiversidade.
  3. Fortalecimento das capacidades nacionais para a gestão da diversidade biológica com impacto regional.
  4. Planejamento estratégico e fortalecimento institucional da OTCA.

 Início das atividades:

O programa começará com uma avaliação científica da biodiversidade e serviços ecossistêmicos na Região Amazônica (Avaliação Rápida da Diversidade Biológica e Serviços Ecossistêmicos na Região Amazônica). Este estudo será realizado aplicando uma metodologia reconhecida mundialmente através da plataforma IPBES.

Esta análise contribuirá com informações sobre o status, ameaças, oportunidades e tendências da biodiversidade e dos serviços ecossistêmicos amazônicos. Além disso, irá gerar recomendações para os tomadores de decisão que podem orientar as políticas nacionais e regionais de gestão da biodiversidade.

A elaboração deste estudo conta com o apoio de especialistas do Instituto Humboldt, que, em conjunto com a OTCA, coordena os trabalhos técnicos, com o apoio de um Comitê Científico nomeado pelos Países Membros, que validará as contribuições de especialistas das diferentes áreas do conhecimento.

Leia mais sobre o Programa Regional de Diversidade Biológica para a Bacia Amazônica / Região Amazônica (espanhol)

01-07-2021-08

O Programa Regional de Diversidade Biológica

A Amazônia é uma das áreas com maior riqueza de diversidade biológica do planeta; é o lar da mais rica diversidade de aves, peixes de água doce, primatas e borboletas. A Região é considerada o último refúgio de diversas espécies ameaçadas de extinção, como a harpia e o boto-rosa, e é o habitat de um terço das plantas vasculares conhecidas no mundo.

A conservação e o uso sustentável da diversidade biológica requerem uma gestão pública articulada e organizada; por isso, em maio de 2021, os países amazônicos, por meio de dedicado trabalho técnico e vontade política, firmaram o Programa Regional de Diversidade Biológica para a Bacia/Região Amazônica, fruto de uma série de encontros e de mais de um ano de intensas negociações.

Este Programa é o marco norteador, de longo prazo, para o desenvolvimento e implementação de ações estratégicas e de cooperação com o objetivo de melhorar a gestão da diversidade biológica e a proteção dos conhecimentos tradicionais dos povos indígenas, comunidades locais e tradicionais da Amazônia. Por outro lado, no âmbito deste Programa, uma avaliação rápida da diversidade biológica e serviços ecossistêmicos, como um importante insumo para os países orientarem suas políticas públicas nos territórios amazônicos, a partir de informações científicas analisadas e atualizadas; tudo isso, reconhecendo e respeitando as visões, abordagens e instrumentos de gestão, de acordo com as regulamentações nacionais dos Países Membros da OTCA.

O Programa está focado no cumprimento dos objetivos relacionados à conservação e uso sustentável dos componentes da diversidade biológica, bem como à distribuição justa e equitativa dos benefícios derivados do uso dos recursos genéticos, de acordo com a legislação nacional de dos Países Membros e em consonância com os objetivos da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável e em particular com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) vinculados à diversidade biológica, e fortalecer as capacidades nacionais para contribuir e avançar na implementação dos compromissos firmados no âmbito da CDB e seus instrumentos de gestão.

Leia mais sobre o Programa Regional de Diversidade Biológica para a Bacia Amazônica / Região Amazônica (espanhol)

29 - 06 - 21-09

OTCA implementará Programa Regional de Diversidade Biológica para a Bacia/Região Amazônica

O Programa foi aprovado pelos delegados dos oito Países Membros da OTCA. A primeira iniciativa a ser implementada sob este Programa será uma avaliação rápida da biodiversidade e dos serviços dos ecossistemas na região amazônica a ser realizada utilizando a base metodológica da Plataforma Intergovernamental para a Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IPBES).

A Organização do Tratado de Cooperação Amazônica inicia a implementação do Programa Regional de Biodiversidade para a Bacia/Região Amazônica, aprovado pelos delegados dos oito Países Membros da OTCA em uma reunião realizada em 21 de maio de 2021.

O Programa Regional de Biodiversidade da Bacia Amazônica/Região Amazônica da OTCA foi construído de forma participativa ao longo de 2020 e nos primeiros meses deste ano, será o marco norteador para o desenvolvimento e implementação de ações estratégicas de cooperação regional sobre biodiversidade na Região Amazônica, refletindo assim uma visão compartilhada de conservação e uso sustentável da biodiversidade.

Os objetivos do Programa são melhorar a gestão da diversidade biológica e a proteção do conhecimento tradicional dos povos indígenas, comunidades locais e outras comunidades tribais da Bacia/Região Amazônica, através de ações de colaboração e cooperação a curto, médio e longo prazo que permitam alcançar os objetivos da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), seus instrumentos de gestão e os objetivos e metas da Agenda para o Desenvolvimento Sustentável de 2030; reconhecendo as visões, abordagens, modelos e instrumentos implementados de acordo com as regulamentações nacionais dos Países Membros.

O Programa tem quatro componentes, a saber:

  1. Análise científica regional da situação, tendências e causas da perda de biodiversidade e deterioração dos benefícios dos ecossistemas/funções ambientais/serviços ambientais/contribuições da natureza para as pessoas, na Região Amazônica, bem como o progresso na restauração e sustentabilidade/usos sustentáveis da biodiversidade.
  2. Mecanismos e instrumentos regionais para apoiar a conservação, restauração, manejo florestal e uso sustentável dos componentes da biodiversidade.
  3. Fortalecimento das capacidades nacionais para a gestão da diversidade biológica com impacto regional.
  4. Planejamento estratégico e fortalecimento institucional da OTCA.

O Programa de Biodiversidade da Bacia/Região Amazônica é o resultado da cooperação internacional entre a OTCA e o governo alemão, com o apoio técnico e financeiro do Ministério Federal Alemão de Cooperação Econômica e Desenvolvimento (BMZ) através do GIZ, através do projeto OTCA Biomaz. Seu desenvolvimento também é apoiado pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC).

Avaliação científica da diversidade biológica

O Programa iniciou a implementação da avaliação rápida da biodiversidade e dos serviços ecossistêmicos na região amazônica.

A avaliação regional será desenvolvida no formato conceitual e metodológico da Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IPBES) e está sendo realizada com a assessoria especializada do Instituto Alexander von Humboldt de Pesquisa Científica na Colômbia.

Formado por cientistas, pesquisadores e acadêmicos oficialmente designados pelos Países Membros da OTCA, o Comitê procura assegurar a qualidade do processo de coleta, organização e sistematização dos estudos científicos que compõem a avaliação.

A avaliação regional analisará o estado atual da diversidade biológica, os serviços ecossistêmicos, suas inter-relações com a sociedade e as contribuições do conhecimento, incluindo o conhecimento tradicional na região, bem como identificará tendências, ameaças e oportunidades para a conservação e o uso sustentável da natureza. As principais recomendações serão sistematizadas em um capítulo para os tomadores de decisão, com o objetivo de orientar as políticas nacionais e regionais que contribuem para alcançar os objetivos da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) e a futura Estrutura Global de Biodiversidade pós-2020 da CDB.

Lançamento do Programa Regional de Biodiversidade para a Bacia/Região Amazônica

Em comemoração ao 43º aniversário da assinatura do Tratado de Cooperação Amazônica (TCA), e no marco da aprovação do Programa, será realizado em 1º de julho de 2021, das 10h às 12h10 (horário de Brasília), o Webinar: Lançamento do Programa Amazônia Biodiversidade – Fazemos parte da solução! para a apresentação e divulgação da importante contribuição para a gestão sustentável da biodiversidade na Região.

O Webinar terá a importante participação de representantes da CBD, IPBES, BMZ, ABC e dos oito países amazônicos – Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela.

Para referência, acesse:

Programa preliminar do evento: ESP_Biomaz_webinar_programa del evento

Link para se inscrever para o evento

Noticia 2

OTCA realiza webinario de lançamento do Programa Regional de Diversidade Biológica

O webinário acontecerá no dia 1º de julho, das 10h00 às 12h30 (horário de Brasília), em espanhol, inglês e português. Faça a sua inscrição e participe do lançamento desta iniciativa regional para a Região Amazônica.

Em comemoração aos 43 anos da assinatura do Tratado de Cooperação Amazônica (TCA), a Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA) realizará o Webinário de lançamento do Programa Regional de Diversidade Biológica da Amazônia, iniciativa que é fruto do diálogo e da busca de uma visão comum de cooperação entre os Países Membros da OTCA.

Os 8 Países Membros da OTCA, em cumprimento de seus mandatos trabalharam intensamente durante a gestão de 2020 e 2021, na busca, construção e pactuação de uma visão comum que oriente e gerencie a conservação e o uso sustentável do desenvolvimento da biodiversidade amazônica. Como resultado desse esforço, em 21 de maio de 2021, foi aprovado o Programa Regional de Diversidade Biológica para a Bacia / Região Amazônica.

Esta inciativa será a estrutura que orientará a cooperação regional para a conservação e uso sustentável da biodiversidade amazônica. O Programa iniciará com uma avaliação científica da biodiversidade e dos serviços ecossistêmicos da Região Amazônica, de acordo com a metodologia da Plataforma Intergovernamental de Política Científica sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IPBES). Esta análise contribuirá com informações sobre o status, ameaças, oportunidades e tendências da biodiversidade e dos serviços ecossistêmicos amazônicos. Além disso, irá gerar recomendações para os tomadores de decisão que possam orientar as políticas nacionais e regionais de gestão da biodiversidade.

Esta iniciativa regional é apoiada pela Agência Brasileira de Cooperação (ABC) e pelo Projeto Biomaz da OTCA, uma parceria entre a OTCA e a Cooperação Alemã para o Desenvolvimento Sustentável, por meio Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) e financiada pelo Ministério Federal de Cooperação Econômica e Desenvolvimento (BMZ).

Com seu lançamento às vésperas do Dia Internacional da Diversidade Biológica em 2021, a OTCA e seus Países Membros unem-se ao esforço de contribuir para o alcance dos objetivos da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) e adotam o lema da CDB “Somos parte da solução”.

Participam deste webinário representantes da CBD, IPBES, BMZ, ABC e dos oito países amazônicos – Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela.

WEBINARIO

  • Data e hora: 1º de julho (quinta-feira) das 10h00 às 12h30 (hora local de Brasília)
  • Idiomas: espanhol, inglês e português
  • Informações: contato@otca.org
  • Inscrição:  AQUI
  • Agenda Preliminar: AQUI